Angelina Jolie talvez seja mesmo a maior estrela de Hollywood na atualidade. Não por suas habilidades artísticas, mas por sua figura. Ao longo dos anos, a atriz trocou sua imagem de rebelde pela de mulher séria, mãe dedicada e boa esposa, sempre preocupada com causas sociais.
Mas Angelina é produto direto do marketing hollywoodiano. Basta lembrar do Oscar que recebeu em 2000 por atriz coadjuvante em Garota, Interrompida. Na época, ela concorreu com Catherine Keener (por Quero Ser John Malkovich), Cloë Sevigny (por Meninos Não Choram), Toni Collette (por O Sexto Sentido) e Samantha Morton (por Poucas e Boas).
Mas Angelina é produto direto do marketing hollywoodiano. Basta lembrar do Oscar que recebeu em 2000 por atriz coadjuvante em Garota, Interrompida. Na época, ela concorreu com Catherine Keener (por Quero Ser John Malkovich), Cloë Sevigny (por Meninos Não Choram), Toni Collette (por O Sexto Sentido) e Samantha Morton (por Poucas e Boas).

Já te falei mil vezes, Aniston! O Brad agora é meu!
Este ano, Angelina está cotada (e muito) por seu trabalho em A Troca, de Clint Eastwood. Com uma direção convencional, que muitas vezes lembra a de um telefilme, a obra é um suposto veículo para o “talento” da estrela. Não é ruim, pelo contrário. A história, baseada em fatos reais, é interessante e prende o expectador. Mas o filme apresenta vários defeitos, dentre eles ser longo demais (uma nova edição calharia muito bem, obrigado). Mas isso é até passável já que Clint é um diretor totalmente old school. No entanto, o principal defeito de A Troca é a performance de Jolie. Algumas das cenas mais dramáticas são passíveis de risos, e não dá para deixar de comparar sua atuação com a de uma amadora fazendo teste para a novelinha Malhação.

Não é a mamãe!
Eu até entendo o poder dos estúdios em colocar a moça em premiações e festivais mundo afora. Mas o que eu não compreendo é a rasgação de seda de diversos críticos em relação ao seu desempenho no filme. Demência coletiva? Só pode.
Não me espantaria se ela saísse com o Globo de Ouro e o Oscar nas mãos, afinal premiações com estas querem mesmo mídia. Principalmente pela audiência fraca dos últimos anos. Para eles, quanto mais pop melhor. E é isso que o povo quer: ver a tela cheia com a imagem do casal Jolie-Pitt.
O filme em si

Segundo o folclore europeu, changeling (título original do filme) é uma troca de crianças: uma fada ou troll deixa sua cria no lugar de uma criança humana. O motivo é o desejo de ter um serviçal humano, para ter o amor de uma criança ou por pura maldade. Na trama, Christine Collins é uma mãe solteira cujo filho desaparece misteriosamente. Pouco tempo depois, a corrupta polícia de Los Angeles aparece com uma criança, o suposto filho desaparecido. Mas coração de mãe não se engana e não demora muito para que a heroína, com a ajuda de um reverendo (John Malkovich), bote a boca no mundo e revele os podres por trás de toda essa história. Só que isso vai custar um preço bem alto para Christine.
Apesar do ritmo lento e da péssima atuação de Jolie, o filme é bom e competente ao mostrar a luta de uma mãe desesperada. As tramas paralelas também são muito bem realizadas por Eastwood. Merece uma bisolhada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário